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    A arte da auto motivação

    Hoje em dia estamos rodeados de motivadores – pessoas e coisas esforçam-se para motivar outras pessoas a comprarem um produto, pagarem por um conselho ou alistarem-se numa causa. As classes de motivação estão apinhadas e os livros de motivação são “bestsellers”. A motivação é o grande negócio!

    Mas olhe bem de perto para esses motivadores – alguns chegam a um ponto onde podem motivar qualquer pessoa a fazer qualquer coisa e o sucesso está saindo pelas orelhas, embora sejam infelizes, pois esqueceram de aprender como motivar a sí mesmos!

    O que preferiria ser- um motivador infeliz, de sucesso, ou um fracasso motivado e feliz?

    Eu preferiria ser um fracasso motivado e feliz. Se estou aprendendo a ser motivado, acabarei me tornando um motivador de sucesso para os outros e estarei feliz fazendo isso. O motivador que pode motivar todo mundo menos a si próprio pode ganhar o mundo, mas nunca sentirá prazer nisso.

    motivaçãoComo me lembro bem do meu grande desejo como jovem vendedor de me tornar motivador-mestre. Mal podia esperar pelo término do meu treinamento para poder usar minhas dinâmicas habilidades motivadoras. As apresentações aos clientes eram poderosas; na verdade, eram tão poderosas que me vi obrigado a moderá-las ou talvez o cliente morresse de uma ataque cardíaco antes que eu pudesse lhe fazer uma oferta. Eu sabia que ninguém poderia resistir à lógica, aos benefícios, à segurança, à paz de espírito – parecia que dificilmente haveria um problema no mundo que a minha apresentação não pudesse resolver!

    Recordo-me de como esperei que o cliente agarrasse a caneta da minha mão para assinar na linha pontilhada… mas jamais assinou. Bem na parte mais acalorada da apresentação, meu cliente bocejava ou interrompia com alguma declaração brilhante como “Sou pobre para ter seguro”, ou “Tenho cinco mil dólares com dupla identidade!”

    Meu coração chegava ao chão. Eu afundava tanto que tinha de levantar a mão para atingir o fundo. Nunca se viu um jovem vendedor mais desencorajado do que eu. Logo comecei a entender que meu problema não era como motivar as pessoas – meu problema era como não deixar que me abatessem!

    Às vezes, eu ficava tão desencorajado que não havia nada a fazer a não ser chorar no ombro do chefe, apenas para descobrir que ele estava mais desencorajado do que eu! Os clientes me desencorajavam, o chefe me desencorajava, os amigos me desencorajavam e acho que muitas vezes até minha mulher me desencorajava!

    O Sucesso e a esposa

    De vez em quando, durante um seminário, um rapaz se aproxima de mim e me diz: “Sabe por que não sou um sucesso? Tenho uma mulher desprezível.”

    Gosto de dar a esses rapazes o tratamento de choque: “Tem mesmo uma mulher desprezível? Bem, então não sabe que felizardo é. O melhor bem que um homem pode possuir é uma mulher desprezível! O que me diz se minha mulher fosse solidária quando eu chegasse em casa e lhe dissesse como as coisas estavam ruins e ela dissesse: “Oh, meu doce paizinho fique aqui em casa com a sua mãezinha que vou tomar conta de você? Iríamos consolar um ao outro em meio à nossa mobília na calçada!”

    Se você tem uma mulher desprezível, continue trabalhando ou ela irá lembrá-lo, primeiramente, de como foi idiota por aceitar esse emprego. Mas não se desespere se não tem uma mulher desprezível; provavelmente poderá se formar sem esse requisito.

    Estou brincando, mas quero deixar claro que não há barreiras que não possa ultrapassar se está aprendendo a ficar motivado. Acredito, de todo coração, que tudo o que atinge sua vida é para torná-lo uma pessoa muitíssimo mais motivada – que, por sua vez, pode motiva outros a alcançar metas mais elevadas.

    O Segredo da Motivação

    Algumas pessoas perguntam qual o meu segredo para ficar motivado. Bem, não o encontrei – ele me encontrou. Uma das minhas realizações nos primeiros cinco anos em vendas foi uma produção semanal consecutiva, durante esses cinco anos. Isto significa que em nenhuma semana deixei de vender apólice. Isto parece impressionante, mas não é inteiramente a verdade.

    A verdade mesmo é que acreditei nas metas, portanto, fiz um voto de que venderia uma apólice toda semana  ou compraria uma. Deixe-me dizer-lhe uma coisa, depois de ter comprado 22 apólices, comecei a ficar motivado! Não podia imaginar que um simples voto tivesse a maior influência em meu trabalho pelo resto da vida. Pois, levado por aquele voto e pelo que me custou mantê-lo, comecei a aprender envolvimento e compromisso.

    Algumas pessoas se envolvem com o trabalho que fazem, mas não se comprometem. Outras se comprometem, mas não se envolvem demais. Os dois tem que andar juntos e estou convencido de que não há modo de aprender a ser uma pessoa motivada sem estar totalmente envolvida e comprometida, esteja com a ocupação que estiver.

    Estar atendo sempre é fundamental

    As maiores motivações que tive vieram do meu coração e do meu lar. A experiência ou a história de outra pessoa jamais poderá motivá-lo tanto quanto a sua mesmo.

    motivaçãoCostumava dizer a um cliente que se dizia pobre para ter seguro que, na verdade ele era rico. Mas descobri algo muito mais eficaz através de um pequeno episódio ocorrido em casa. Essa experiência fez com que eu concordasse sinceramente com um cliente que ele era de fato pobre para ter seguro, mas deu-me uma motivação adicional que pude lhe transmitir.

    Certo dia, meu filho Jere, com seis anos na ocasião, veio do jardim e gritou pela mãe a plenos pulmões. Naturalmente, isso distraiu-me do meu trabalho em meu escritório (na verdade nossa sala de estar – passamos a mobília para o vestíbulo). Jere elevou seus gritos em vários decibéis e pensei: “Não posso esperar pelo sucesso, portanto vou mudar para um escritório bacana na cidade, onde posso fracassar com estilo.”

    Por fim, Jere desistiu e, no mesmo instante, Gloria veio do porão onde estivera trabalhando com a lavadora. Ela perguntou:

    _ O que quer, Jere?

    Ele respondeu:

    _ Nada, só queria saber onde você estava.

    Já contei essa história milhares de vezes, pois, isso mostra porque pago por aquelas 22 apólices. Posso não deixar um império, um quarteirão de imóveis ou uma pasta colossal de ações para os meus seis filhos, mas vou deixar-lhes um presente inestimável: uma mãe de tempo integral. Devido aos meus seguros de vida, todos os seis puderam chegar e gritar pela mãe, sabendo que ela estava em algum lugar da casa, mesmo se não respondesse.

    De outra vez, eu estava na cadeira de balanço lendo o jornal, quando Pam, de oito anos, enfiou a cabecinha loura sob meu braço e pousou-a no meu colo. Continuei lendo e de repente ela disse aquelas palavras que me ajudaram a vender milhões de dólares em seguros de vida. Erguendo para mim os olhos grande e cândidos, disse: “Papai, se nunca me deixar, nunca vou deixar você.”

    Não pude entender o que a fez pronunciar aquelas palavras, mas na mesma hora pensei: “Bem, minha querida, nunca vou deixá-la, mas se Deus decidir o contrário, pelo menos não a deixarei sem nada.”

    Duas Espécies de Pais

    Anos atrás, aprendi que haviam duas espécies de pais, a espécie que providencia e a espécie que já tem. A espécie que providencia diz: “Quero que minha família tenha tudo que eu possa dar enquanto estiver aqui para providenciar.” A espécie que já tem diz: “Quero que tenham tudo, quer eu esteja aqui ou não para providenciar.”

    Foi isso que aconteceu comigo como resultado de compromisso e envolvimento.

    Então você diz, “Não estou no campo de seguros”, ou “Não faço carreira em vendas”. Ouça, os princípios sobre os quais estamos falando são os mesmos para o estudante, a esposa, o escriturário, o vendedor ou seja o que você for. As grandes coisas em sua vida ficarão maiores se investir nelas para ajudá-lo a ficar motivado. Lembre-se, você está construindo uma vida, não um império. Um dos meus melhores amigos viu-se atrapalhado com isso mesmo e perdeu quase tudo de valor.

    Já ouvi alguns homens dizerem “Coloco meu trabalho em primeiro lugar”, e outros “Coloco primeiro minha família”. Uns poucos dizem: “Coloco minha igreja ou sinagoga em primeiro lugar.” (A verdade é que provavelmente colocam a si mesmos em primeiro lugar.) Mas descobri que as minhas melhores lições para os negócios vêm da minha família e da igreja. E as melhores lições para minha família vêm dos meus negócios e da igreja. E as melhores lições para a igreja vêm da minha família e dos meus negócios.

    Quando Crescer

    Um outro filho, Jeff, deu-me alguns dos melhores treinamento de motivação de minha vida. Quando contava seis anos, perguntei-lhe o que desejava ser quando crescesse. Veja bem, seis anos de idade, e ele ainda não tinha ideia do que queria ser!

    motivaçãoQuando eu tinha seis anos, sabia o que queria ser. Num dia queria ser piloto de avião de caça, no dia seguinte queria pertencer à Legião Estrangeira. Queria ser lutador de boxe. Queria ser policial. Sempre quis ser alguma coisa. Meu Jeff não; ainda vagueava.

    Então eu disse:

    _ Jeff, vamos fazer um pequeno projeto. Aqui está a Boys’ Life. Você vai escolher um trabalho. Vai fazer alguma coisa, sócio.

    No dia seguinte ele já havia formulado o plano todo: ia ingressar no Clube de Vendedores Executivos Júniores da América. Preenchera o cupom e o mandara.

    Acho que as crianças estão morrendo de vontade de continuar com o espetáculo! Querem fazer alguma coisa. Quase não estão recebendo orientação de ninguém – exceto do modo errado.

    Duas semanas depois, quando cheguei em casa, Jeff veio receber-me na porta:

    _ Veja, papai.

    E lá estava a maior caixa que já vira de cartões para todas as ocasiões. Abri a caixa. Havia um distintivo, credenciais e um aviso que dizia: “Mande o dinheiro em 30 dias.” Jeff disse:

    _ O que faço agora?

    Respondi:

    _ Bem, tem de preparar primeiro uma apresentação ao cliente.

    Todas as noites eu chegava em casa e Jeff perguntava:

    _ Então, papai, estou pronto?

    E eu respondia:

    _ Já preparou a apresentação?

    Ele replicava:

    _ Não.

    Então eu dizia:

    _ Você não vai sair por aí improvisando se pretende me representar. Quero que saiba o que vai dizer.

    Duas semanas depois, finalmente Jeff me disse:

    _ Não gosto das apresentações que se fazem.

    _ Então escreva outra com suas próprias palavras – sugeri.

    Na manhã seguinte, na mesa do café, havia um pedacinho de papel onde se lia: “Bom dia, Sra. Smith. Sou Jeff John Jones. Represento o Clube de Vendedores da América.” Só isso! Duas semanas já haviam se passado e em mais duas semanas eu tinha de mandar o dinheiro! Naquela noite voltei para casa e disse a Jeff:

    _ Apanhe o gravador; vamos preparar uma apresentação. Vamos trabalhar até você ter uma apresentação de vendedor.

    Começamos ensaiando; a apresentação era mais ou menos assim: “Bom dia, Sra. Smith, sou Jeffrey John Jones, do Clube de Vendedores Executivos Júniores da América. Gostaria de dar uma olhada nesses cartões para todas as ocasiões, por favor? Como pode ver, trazem o Selo de Aprovação do Bom Serviço Doméstico e estão com preços excepcionais a 1,25 dólares a caixa. Gostaria de uma ou duas caixas (sorria), por favor?

    Ensaiamos várias vezes e, enquanto eu fazia o gravador voltar, podia ver o tigre que se desenvolvia em Jeff. Finalmente ele disse:

    _ Já estou pronto?

    Repliquei:

    _ Não, não está pronto ainda. Você sabe como acontece aqui, mas não sabe como é lá fora. Você vai para o corredor e eu serei o cliente. Leve duas caixas com você, bata na porta, e vou lhe mostrar o que o espera quando estiver em campo.

    O Mundo não é um Conto de Fadas

    Explodindo de excitação e confiança, Jeff foi saltitante para o corredor, para me mostrar sua força. Achava realmente que já estava pronto. Bateu na porta. Abri a porta de supetão com uma carranca e um berro:

    motivação_ Que história é essa de interromper o meu almoço? – O Vendedor Executivo Júnior foi descendo lentamente até o chão em estado de choque.

    Levantei-o e começamos de novo. Deixei-o chegar até a segunda linha e derrubei-o, até a terceira e derrubei-o. A mãe lá embaixo pensava que eu estava matando o seu bebê! Mas eu aprontava um pouquinho seu bebê para a vida! Sabe quem está “matando o seu bebê” hoje? O pai que cria o filho com a ideia de que o mundo vai lhe dar um abraço e um beijo toda vez que ele virar as costas. Eu aprontava o meu menino para a realidade.

    Finalmente, Jeff tinha sua apresentação na ponta da língua e a pronunciou toda.

    _ Então – disse ele – estamos prontos?

    _ Você está pronto – respondi. _ Vamos começar assim. Pegue a St. John’s Road e leve duas caixas. Vista paletó e gravata. Quando receber a décima negativa, venha direto para casa. _ (Eu sabia que mais de 10 negativas iriam prejudicá-lo.) _ E assim que duas pessoas comprarem, venha direto para casa. __ (Também sabia que mais de duas vendas poderiam prejudicá-lo; eu já vira o sucesso matar tanto quanto o fracasso. Ele saiu e a venda dos cartões foi o maior sucesso!)

    Todos temos dias difíceis

    Certa vez, porém, ele me desobedeceu. Em um dia de julho incrivelmente quente, Jeff voltou para casa depois de receber 19 negativas sucessivas. Abatido, alagado de suor, deixou-se afundar no sofá. Então disse:

    _ Se quiserem algum cartão de mim, de agora em diante terão de vir aqui buscá-los!

    Intervi:

    _ Ora, espere um minuto, Jeff. Você apenas teve um dia difícil, sócio.

    _ Oh, papai – disse – todos os outros garotos descobriram o que estou fazendo e também estão vendendo cartões.

    _ Eu sei que alguém está querendo comprar – disse eu. (Alguém tinha de comprar; eu jamais poderia usar aquela quantidade de cartões.) Continuei: _ Você precisa de alguém que vá junto. Precisa arranjar um ajudante. Leve sua irmã, Candy Pague 10 centavos a ela para carregar as caixas e Candy lhe dará apoio moral.

    Saíram e encorajaram-se mutuamente como eu pensava? Não. Saíram e ambos começaram a brigar e ambos desistiram. (Aquilo serviu-me de lembrete: se ficar desencorajado, não chore no ombro de um amigo. Um amigo será solidário e você já está dando a si mesmo o dobro de simpatia que precisa. É preferível que volte para o ritmo normal e trabalhe com mais afinco.)

    Bem, eu estava com todos aqueles cartões nas mãos e mais dois desempregados. Precisava fazer alguma coisa.

    _ Jeff, sábado eu mesmo vou com você. _ Então telefonei para um dos meus assistentes e disse: _ Jack, sábado vamos até Green Lane Farms e Jeff está arrasado. Se não tirá-lo desse abatimento logo, eu mesmo terei de comprar os cartões. Vou deixá-lo a duas casas da sua. Quero que ele receba duas negativas e depois que tenha uma venda aguardando por ele em sua casa.

    E, assim, no sábado, fomos a Green Lane Farms. A primeira casa disse sim em vez de não e a segunda também disse sim. Você devia ver a cara do Jeff ao correr para o carro após ter conseguido sua excepcional proeza. Estava motivado.

    No ano passado, emprestei 24 dólares a Jeff para financiar um produto de limpeza. Ele recebeu 34 recusas num dia quente de agosto, mas não desistiu. Aprendeu que se permanecer motivado não vai se importar com as recusas e sabe que há uma “Green Lane Farms” mais adiante se continuar.

    motivação

    A motivação externa e interna

    Uma das histórias mais formidáveis que ouvi e que mostra a diferença entre a motivação externa e a interna é contada por Bob Richards, ex-campeão de salto com vara. Um colegial do time de futebol era o número um dos irresponsáveis, um malandro. Gostava de ouvir os vivas, mas não de atacar na linha. Gostava de jogar, mas não de treinar. Não gostava de fazer força.

    Certo dia, os jogadores estavam fazendo 50 voltas na pista e a preciosidade fazia apenas suas cinco voltas costumeiras. O treinador aproximou-se e disse:

    _ Ei, garoto, um telegrama para você.

    O garoto respondeu:

    _ Leia para mim, treinador. _ era tão preguiçoso que nem sequer quis ler.

    O treinador abriu o telegrama e leu: “Querido filho, seu pai morreu. Venha imediatamente.” O treinador engoliu com dificuldade. Disse para o garoto:

    _ Tire o resto da semana de licença. _ Não se importaria se o rapaz ficasse de licença o resto do ano.

    Bem, uma coisa curiosa, chegou o dia do jogo, que caiu numa sexta-feira, e eis que o time entra em campo correndo e – vejam! – o último garoto a entrar era o malandrão. Nem mal foi dado o tiro e o garoto perguntou:

    _ Treinador, posso jogar hoje? Posso jogar?

    O treinador pensou: “Garoto, você não vai jogar hoje. Está voltando de casa. Este é um jogo importante. Presisamos de todos os bons rapazes que temos e você não é um deles.”

    Toda vez que o treinador virava para ele, o garoto pedia:

    _ Treinador, por favor, deixe-me jogar. Treinador, tenho de jogar.

    A primeira parte terminou com o escore contra ol’alma mater (a universidade). No final do segundo tempo, o treinador reanimou os jogadores no vestiário com algumas palavras agressivas.

    _ Muito bem, rapazes, entrem já em campo e vençam. Falta bastante para acabar. Ganhem este jogo para o velho treinador!

    O time entrou correndo em campo e começou tropeçando nos próprios pés novamente. O treinador, resmungando para si mesmo, passou a escrever sua demissão. E aquele garoto aproximou-se.

    _ Treinador, treinador, deixe-me jogar, por favor! _ O treinador olhou para o placar.

    _ Muito bem – disse ele – entre garoto. Você agora não pode prejudicar mais.

    Nem mal o garoto pisou no campo, o time começou a explodir. Ele corria, armava passes, bloqueava, derrubava o jogador com a bola, tal qual uma estrela. O time contagiou-se com aquela eletricidade. O escore começou a se igualar. Nos derradeiros segundos do jogo, o garoto interceptou um passe e correu o percurso todo para o touch-down da vitória!

    Um delírio! As arquibancadas foram sacudidas. Pandemônio. Carregaram o heróis nos ombros. Aplausos que você nunca ouviu. Finalmente, a excitação diminuiu e o treinador chegou até o garoto e disse:

    _ Nunca vi uma coisa dessas. O que houve com você no campo?

    Ele respondeu:

    _ Treinador, sabe que meu pai morreu na semana passada.

    _ Sei – disse ele. _ Li o telegrama para você.

    _ Bem, treinador – continuou o rapaz – meu pai era cego. E hoje foi a primeira vez que ele me viu jogar!

    Não seria ótimo se a vida fosse um jogo? Não seria maravilhoso se o campo da vida tivesse torcidas dos dois lados e quando chegássemos a uma situação impossível e não soubéssemos como prosseguir, sem ninguém que nos entendesse e ficássemos a ponto de nos curvarmos, pronunciando aquela palavra terrível. “Desisto”, não seria maravilhoso se as arquibancadas despertassem e gritassem, “Charlie, garotão, continue; estamos com você!” Eu diria: “Uau”É só disso que preciso.” Rapaz, vou para o campo para outro touch-down!

    Mas a vida não é um jogo, não é? é um campo de batalha. Em vez de jogadores e espectadores, somos todos soldados, inclusive os malandrões e os que folgam sem licença! Mas todos nós estamos na luta, saibamos disso ou não. E a pessoa que sabe como ficar motivada não precisa de nenhuma torcida. Tem a motivação em si mesma. Não está procurando por uma muleta que pode se quebrar, um bônus sem impostos; está aprendendo motivação que vem de dentro.

     

    Texto retirado do livro: “A Vida é Tremenda” de Charles “Tremendo” Jones

    24/07/2018 0 comentário
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