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    A importância da amamentação

    A importância da amamentação na alimentação infantil: O leite de vaca é indicado para bebês e crianças em desenvolvimento?

    amamentação

    O leite está entre os alimentos mais consumidos no Brasil e em todo o ocidente, em especial entre as crianças, adolescentes e idosos. A indústria alimentícia faz uso de comerciais emotivamente envolventes e divulgação de pesquisas para demonstrar os inúmeros benefícios para a saúde associados ao consumo do leite de vaca.

     

    O leite de vaca é o principal alimento introduzido na alimentação infantil. Isso ocorre culturalmente devido aos inúmeros benefícios associados ao seu consumo e as gerações familiares anteriores que realizaram a mesma prática.

     

    Será que o leite realmente é indicado para o consumo de bebês e crianças? Descubra aqui os reais efeitos deste alimento no organismo humano e tira suas próprias conclusões. Boa leitura!

     

    O leite materno e o aleitamento materno exclusivo

    A amamentação é uma prática natural associada a diversos benefícios para a saúde do bebê, da mãe e da relação entre a família, a mãe e o recém nascido.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e com o Ministério da Saúde, o aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida. Isso significa, simplesmente, que o bebê deve receber apenas o leite materno até que complete 6 meses de vida.

    O leite materno possui todos os nutrientes na medida certa para o desenvolvimento saudável do bebê até o sexto mês. Isso quer dizer que nem água, chá ou leite de vaca devem ser introduzidos na dieta do recém nascido.

    A partir do sexto mês de vida, o bebê deve continuar recebendo a amamentação. Entretanto, esse é o momento certo para introduzir outros itens na dieta de seu filho. Os principais benefícios associados ao aleitamento materno são:

    • amamentaçãoPromoção de maior interação entre mãe e bebê
    • Auxilia no desenvolvimento motor e emocional da criança
    • Faz o útero da mãe voltar ao tamanho natural mais rapidamente
    • Reduz os riscos de hemorragia pós parto na mãe
    • Reduz o risco da mãe desenvolver anemia
    • Combate a maior parte das doenças comuns em bebês
    • Trata as cólicas do seu filho
    • Fortalece o sistema imunológico do bebê
    • Faz o peso da mãe voltar ao normal mais rapidamente
    • Reduz o risco da mulher desenvolver câncer de mama e câncer de ovário
    • Hidrata o bebê
    • Protege o bebê de infecções e alergias
    • Reduz o risco da criança desenvolver problemas ortodônticos e fonoaudiólogos

     

    O bebê deve se alimentar somente com o leite materno até o sexto mês de vida porque este é o melhor e mais completo alimento para o seu desenvolvimento. Entretanto, a indústria alimentícia conta com altos investimentos cujo o único objetivo é gerar informações enganosas e aumentar as dúvidas das mulheres e das famílias sobre a eficácia do leite materno.

    O principal objetivo da indústria dos alimentos é minar a mente das famílias com pesquisas compradas “comprovando” a ineficácia e os riscos associados ao leite materno. Esse interesse está claramente relacionado à venda de leite de vaca e de suplementos alimentares desnecessários e, em boa parte dos casos, perigosos para o melhor desenvolvimento infantil.

    Veja alguns dos mitos criados pela grande mídia e pela indústria alimentícia sobre o leite materno:

    • O leite materno é fraco e não possui tantos nutrientes quanto o leite de vaca, que é mais forte e mais importante para o crescimento do bebê
    • A mãe que não amamentou o primeiro filho não conseguirá amamentar os próximos
    • A produção do leite materno só começa após o parto no organismo da mulher, por isso é importante começar a dieta do bebê com leite de vaca e dar tempo para a mulher produzir leite suficiente
    • Bebês com diarréia ou cólicas não devem ser amamentados
    • Caso a mulher engravide enquanto está amamentando, ela deve parar de ofertar seu leite ao bebê

     

    Destaca-se que todas essas informações foram produzidas pelas indústrias com o objetivo de lucrar com venda de leite de vaca, leites específicos para bebês e recém nascidos e etc. Nenhuma destas afirmativas é verdadeira. Hoje existe uma infinidade de estudos nos mais diversos cantos do mundo que apresentam dados reais sobre a importância e os benefícios do leite materno para o desenvolvimento infantil saudável, para o fortalecimento do sistema imunológico da criança, para a consolidação de uma relação mais saudável entre a mãe e o bebê e para a promoção e recuperação da saúde da mulher.

    Alguns destes estudos demonstram que:

    • O estresse da mãe influencia na produção do leite, mas em sua quantidade e não qualidade. Por este motivo, a mãe deve ser tão cuidada quanto a criança.
    • O leite materno pode ser congelado para ser oferecido para o bebê em até 180 dias após seu congelamento. Ou seja, o leite materno congelado mantém seus nutrientes e benefícios intactos por até 3 meses após a retirada da mama e congelamento.
    • O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida para garantir maximização dos benefícios desta alimentação saudável e completa.
    • As mulheres que estão em processo de amamentação não devem tomar nenhum tipo de medicamento sem a prescrição de um médico.
    • Não existe leite materno fraco. O leite materno é o melhor e mais completo alimento que o bebê pode receber, e ofertá-lo é uma das maiores demonstrações de amor e cuidado que uma família pode ter para com seu recém chegado.

    A indústria alimentícia e a romantização do leite de vaca

    A ideia de que o consumo do leite de vaca é saudável está fortemente associada às décadas e mais décadas de amamentaçãoromantização e supervalorização deste alimento produzido estrategicamente pela indústria de alimentos, como as grandes produtoras e distribuidoras do mundo.

    Os comerciais tão bem planejados, as cenas sedutoras comumente divulgadas em novelas e filmes, os estudos de mercado e a fortuna investida em pesquisas com resultados previamente comprados são alguns dos fatores associados a construção de uma verdade supostamente legítima: a noção de que o consumo do leite de vaca é saudável e acarreta em benefícios para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

    O alto capital investido na construção estratégica desta suposta verdade foi suficiente para tocar o imaginário e a cultura de geração após geração das mais diversas famílias ocidentais. Entretanto, nos últimos anos estudiosos vêm demonstrando através da ciência que a verdade não é tão florida como a indústria alimentícia faz parecer.

    A genética humana não é adaptada para o consumo do leite de vaca e, por este motivo, o consumo deste alimento é comumente associado a uma série de problemas de saúde atuais.

    Diferente do que a indústria dos alimentos faz parecer: o consumo do leite de vaca traz diversos prejuízos para a saúde humana e nenhum benefício real.

    O leite de vaca e seus efeitos no organismo humano

    Estudo conduzido pela Universidade de Harvard (EUA) e publicado em 2014 demonstrou que os supostos benefícios atribuídos ao consumo do leite de vaca, como o fortalecimento dos ossos, músculos e dentes é falso. Ao contrário, atualmente já sabemos que o consumo excessivo deste alimento pode gerar ossos mais frágeis, o que aumenta o risco de fraturas.

    A mesma instituição publicou um pouco antes, em 2010, os resultados de uma pesquisa envolvendo mais de 10 mil adolescentes e adultos que estiveram expostos desde pequenos ao consumo do leite de vaca por 4 vezes ou mais na semana. Os achados desta pesquisa foram assustadores: consumir frequentemente este alimento pode aumentar o risco de desenvolver alguns tipos de câncer.

    O mesmo estudo demonstrou que a lactose é a principal responsável por alguns dos problemas de saúde associados ao consumo do leite de vaca, como:

    • Intolerância à lactose
    • Diarréia
    • Inflamação intestinal

    Isso ocorre porque a lactose presente no leite de vaca é, basicamente, açúcar não processado pelo organismo humano. Nesse sentido, o consumo deste alimento eleva os níveis de insulina no sangue.

    O Ministério da Saúde divulgou em 2013 a informação de que o consumo regular do leite de vaca pode levar as crianças a problemas sérios de saúde, tais como:

    • Sangramento intestinal
    • Anemia
    • Deficiência de ferro

    Estudo conduzido em parceria entre a Universidade de Coimbra (Portugal), Universidade do Porto (Portugal) e Universidade de Valência (Espanha) e publicado em 2011 demonstrou que o consumo de leite de vaca 3 ou mais vezes na semana em crianças e adolescentes de 7 à 15 anos de idade está fortemente associado:

    • Aumento da incidência de acnes (espinhas)
    • Enxaqueca ou dores de cabeça
    • Asma
    • Eczemas (alterações alérgicas na pele)

    A mesma pesquisa apontou que o consumo de leite de vaca 2 vezes na semana, considerado esporádico, está associado ao aumento em 30% do risco de desenvolver Diabetes tipo 2. Caso o consumo do alimento seja regular (cerca de cinco vezes durante a semana), o risco aumenta para cerca de 65%. Este achado confronta boa parte dos comerciais e dados fornecidos pelas produtoras do alimento, que costumam afirmar que o leite é benéfico para a prevenção das Diabetes.

    Desde sua publicação, outros estudos locais com quantidade menores de participantes foram realizados e todos encontraram resultados semelhantes: devido a genética humana não ser propícia para processamento da lactose contida no leite de vaca, este alimento prejudica a saúde humana e pode acarretar diversas doenças, em especial entre as crianças e idosos.

    amamentaçãoNo ano de 2016, a UnB (Universidade de Brasília) divulgou resultado de um estudo realizado com 5 mil crianças com idades entre 5 e 10 anos. O público estudado são estudantes de escolas municipais e estaduais da região. De acordo com a pesquisa, o consumo do leite de vaca de 2 à 3 vezes na semana está associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, como asma. Os participantes que fazem uso mais intenso do alimento, ou seja, bebem leite de vaca 4 ou mais vezes na semana também têm maiores propensões a desenvolverem problemas de pele.

    Estudo da Universidade de Harvard (EUA) de 2014 e estudo da Universidade de Paris (França) de 2009 chegam ao mesmo resultado ao analisar a frequência e quantidade do consumo de leite de vaca e a situação nutricional dos participantes: além de todos os malefícios já apresentados, o leite de vaca também engorda.

    Isso mesmo: ao contrário do que a indústria alimentícia divulga, o consumo de leite de vaca não auxilia no emagrecimento. Consumir leite de vaca engorda.

    A Universidade de Paris acompanhou quase 1.500 pessoas ao longo de 17 anos para avaliar os efeitos dos hábitos alimentares a longo prazo na população francesa. A Universidade de Harvard, por outro lado, teve seu estudo focado no alimento leite especificamente. A pesquisa norte-americana analisou os dados com exames médicos e laboratoriais, documentos, prontuários médicos e nutricionais para verificar os diversos efeitos do consumo deste alimento em 3 mil adolescentes estudantes de escolas públicas de Nova Iorque.

    Apesar do público e objetivo geral dos estudos serem bastante diferentes, o resultado foi o mesmo: o consumo de leite de vaca por humanos acarreta diversos malefícios para a saúde e, ainda, tem efeito sobre o aumento significativo de peso, podendo levar seus consumidores ao sobrepeso e obesidade.

    O leite engorda por ser rico em lactose, um açúcar que o organismo humano não é capaz de processar adequadamente. A quantidade excessiva de açúcar encontrada na lactose do leite de vaca faz com que o nível de insulina no sangue aumente drasticamente, o que engorda e gera diversos problemas de saúde.

    Quais os efeitos do leite desnatado para a saúde humana?

    Ao contrário do que se imagina, o leite desnatado é pior que o leite integral para o organismo humano. Isso acontece porque as indústrias alimentícias retiram a gordura natural do leite e adicionam açúcares industrializados de formas disfarçadas, a fim de vender um produto aparentemente mais saudável.

    Entretanto, o que ocorre é que este excesso de insulina produzida artificialmente engorda mais que o consumo do leite de vaca integral, além de não gerar a mesma sensação de saciedade.

    Sem a gordura natural, o leite desnatado não alimenta tanto quanto o leite integral, o que faz com que seus adeptos sintam fome mais rapidamente e, consequentemente, precisem consumir mais comida para sentirem-se satisfeitos.

    Essa alteração na fórmula do leite desnatado favorece a busca por carboidratos refinados, como:

    • Pães
    • Massas
    • Doces

     

    Conclusão

    O leite de vaca é extremamente prejudicial para o desenvolvimento humano. Além de não possuir nenhum benefício para a saúde, seu consumo está associado ao desenvolvimento de diversos problemas de saúde e doenças, de acordo com inúmeros estudos ao longo da última década.

    Os principais problemas acarretados pelo consumo do leite de vaca são:

    • Intolerância à lactose
    • Diarréia
    • Inflamação intestinal
    • Sangramento intestinal
    • Aumento da incidência de acnes
    • Enxaqueca ou dores de cabeça
    • Anemia
    • Deficiência de ferro
    • Asma
    • Eczema
    • Diabetes tipo 2
    • Aumento de peso
    • Sobrepeso
    • Obesidade
    • Baixa autoestima

    amamentação

    Isso ocorre devido a quantidade de lactose encontrada no leite, açúcar não processado corretamente pelo organismo humano.

    O Ministério da Saúde e a OMS recomenda que bebês até os seis meses de vida recebam leite materno em todas as refeições, sem necessidade de nenhum adicional, nem mesmo água. Após este período, a mãe pode começar a incluir na dieta do filho outros itens, como água e papinhas, mas manter o aleitamento até o segundo ano de vida.

    Ao chegar aos 2 anos de vida, o bebê pode parar de mamar e não é necessário inclusão na dieta de nenhum tipo de leite, uma vez que apenas o leite materno traz benefícios para as crianças. O leite de vaca não deve ser incluído na dieta humana, uma vez que está associado a tantos problemas de saúde sérios e não possui nenhum benefício em contrapartida.

     

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    03/05/2018 0 comentário
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